Edmar Gonçalves faz show no Cineteatro São Luiz quinta, 2 de maio, comemorando os 20 anos do disco “Bússola”

Um dos mais aclamados cantores e compositores da cena cearense, Edmar Gonçalves, faz show especial no Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, na quinta-feira, 2 de maio, às 19h, recriando no palco o disco “Bússola”. O álbum, que conta com convidados como os cearenses Manassés e Cristiano Pinho e o paraense Nilson Chaves, marcou época e foi um dos discos mais influentes daquele momento em Fortaleza, destacando o trabalho de Edmar Gonçalves, então já um intérprete premiado em vários festivais, como o Canta Nordeste, da Rede Globo, e o Festival de Camocim.

O show no Cineteatro São Luiz contará com a íntegra do disco, recriado por Edmar Gonçalves e banda, que compartilharão com o público o palco do equipamento, recebendo ainda convidados como os cantores e compositores Kátia Freitas e Rogério Franco.

A apresentação, que acontece pelo projeto “Dentro do Som”, tem um formato especial, para apenas 70 espectadores, reunidos no palco, bem perto dos músicos, de modo a reforçar o caráter intimista e a criação coletiva, com o público participando do espetáculo, tanto quanto os artistas.

Os ingressos pra o show custam R$ 20,00 (meia a R$ 10,00) e já estão à venda nas bilheterias do Cineteatro São Luiz e pelo site da Tudus (neste link). No palco do São Luiz, o cantor e compositor tocará seu violão canhoto e estará muito bem acompanhado por Alex Ramon (guitarra, violão e voz), Marcus Vinnie (teclado e voz), Jair Dantas (acordeom), Nélio Costa (contrabaixo e voz) e Jefferson Portela (percussão e voz). Kátia Freitas interpretará ao lado de Edmar a música “Cigano”, do disco “Bússola”. Já Rogério Franco e Dalwton Moura, participam tocando “Tudo em nós”, canção gravada por Edmar Gonçalves no disco coletivo “Futuro e Memória”.

Em 2018, Edmar Gonçalves teve sua música “Em cima do tempo”, parceria com Marcos Lupi, gravada pelo cantor e compositor Flávio Venturini, que a destacou como o título de sua turnê. Também realizou 8 shows por Fortaleza, Sobral, Meruoca, Cariri e Paraíba com o grupo do disco “Futuro e Memória – Grandes Nomes da Música do Ceará”, de Rogério Franco e Dalwton Moura, além de participar do Festival de Música da Prefeitura de Fortaleza e de realizar shows em diversos espaços da capital cearense.

“Bússola”:  um disco marcante para o CE nos anos 90

O disco “Bússola”, lançado em 1999, coroava o trabalho de Edmar Gonçalves e parceiros, em um momento em que o lançamento de novos discos estava em alta, por uma então nova geração de cantores, compositores, instrumentistas, arranjadores e técnicos de sonorização e gravação cearenses.

Na segunda metade dos anos 90 surgiram discos como “K” (estreia de Kátia Freitas, em 1995), “Dentro do Sonho” (de Davi Duarte, de 1997), “Isaac Cândido” (do cantor e compositor de mesmo nome, de 1995), “Palavras no Varal” (de Serrão, lançado em 2000), “Lua Nova” (de Evaristo Filho, de 1995), “Pessoa” (de Cristiano Pinho, de 1997), “Digital” (de 1996) e “Matiz”, ambos de Marcus Britto, hoje Marcus Caffé), “Estação Fronteira” (de Rogério Franco, de 1995), “A Cor mais Bonita” (de Eugênio Leandro, de 1996), “Téti – Do Pessoal do Ceará” (de 1998), “Dragão Vivo”, de Calé Alencar, Dilson Pinheiro e Pingo de Fortaleza (2000), “Lógica” (de Pingo de Fortaleza, de 1999), entre vários outros.

Além de consolidar o trabalho de Edmar Gonçalves, conhecido pelo talento como intérprete e pelas vitórias em festivais, o disco “Bússola” também chamou atenção para David Duarte, autor da faixa-título. Foi mais um destaque para o compositor, que já tivera outra canção sua, “Babe baby”, regravada por Kátia Freitas, no disco “K”. Fatos que evidenciam a atenção dos integrantes daquela geração ao trabalho um do outro, além das influências mútuas e da convicção na qualidade e no potencial de suas composições.

Curiosidades sobre o disco

Muitas das canções de “Bússola” foram mostradas e comentadas em bares como o “Capitão Mostarda”, ponto de encontro de músicos e jornalistas, na Avenida Barão de Studart, ao lado do ainda hoje existente Sorvete Juarez. Ali, entre madrugadas com direito a rodas de violão, muitos ouviram também arranjos do disco, pela primeira vez.

Outro ponto de destaque é a capa do álbum, um detalhado painel sonoro a partir de uma bússola, com um tratamento requintado, que ressaltava a qualidade do disco, a partir do projeto gráfico. Um cuidado que também foi um diferencial significativo, à época. No encarte, também chamava atenção o crédito ao arranjo vocal de cada faixa, ressaltando a direção e o cuidado com as interpretações.

Além da faixa-título, outros grandes sucessos do álbum foram “Miragem” e “Canto sem eira nem beira”, ambas de Edmar Gonçalves e Evaristo Filho, premiadas nos festivais Canta Nordeste. O clássico “Que será”, de Marino Pinto e Mário Rossi, também tocou em rádios de  Fortaleza, chamando atenção para a beleza da voz de Edmar.

SERVIÇO

Show “Edmar Gonçalves – Bússola: 20 Anos”. Sexta, 2 de maio, às 19h, no Cineteatro São Luiz. Participações: Kátia Freitas e Rogério Franco. Ingressos: R$ 20,00 / (10,00 meia), já à venda na bilheteria do Cineteatro São Luiz e no site da Tudus. Apenas 70 lugares (músicos e público no palco, pelo projeto “Dentro do Som”.