Vannick Belchior em janeiro no Cineteatro São Luiz


No dia 16 de janeiro de 2022, o Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ce) gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), tem a honra de receber Vannick Belchior. Herdeira de um repertório valioso, Vannick canta e aviva a memória de seu pai, Belchior, no show “Das coisas que aprendi nos discos”, que apresenta canções inéditas de nosso saudoso rapaz latinoamericano sem dinheiro no bolso, e traz também novos compositores em suas faixas.


Após o longo sumiço e a perda drástica de Belchior, em abril de 2017, a atmosfera de saudade e comoção se adensou entre admiradores e artistas que celebravam o grande compositor e cantor cearense. Vannik poderia fazer mais um dentre os muitos tributos a ele, não fosse o encontro com Tarcísio Sardinha em 2020, “agora eu sei com quem eu vou matar a saudade de cantar Belchior”, disse o violonista quando ouviu a voz grave, forte, intensa da cantora.


O show “Das coisas que aprendi nos discos” inaugura um novo projeto, um novo pessoal – do Ceará, do Nordeste, do Brasil – que quer manter correntes os sonhos e o sangue da Música Popular Brasileira. É a primeira parte de um projeto que começa em Belchior e vai chegar a tantos nomes que, num país sempre em transe, buscam espaço para mostrarem suas canções.


Quem é Vannik

Caçula entre quatro irmãos, Vannick não tinha planos de ser cantora. Formada em Direito, a única filha de Belchior nascida no Ceará teve contato com o pai somente até os 10 anos de idade. Nesse período, esteve com ele em shows, riram, conversaram. Belchior disse, repetidas vezes, que a filha tinha talento para a música. Por outro lado, a distância e todo o burburinho em torno das idas e vindas do pai, fizeram-na sentir-se desconectada da vida artística.


Foi só após o encontro com Tarcísio Sardinha que o impulso chegou de verdade. Firmada a parceria, vieram quatro shows. Para Vannick, cada apresentação era uma oportunidade de reencontrar o pai, conectar-se com a própria história e viver uma proximidade familiar que ela não pôde ter. Nada foi fácil, mas o esforço foi virando cura. Cantar a música a levou a entender a ideia, que a aproximou do homem e do pai.


Não é por acaso que o nome desse projeto tenha sido tirado da já clássica “Como nossos pais”, uma das mais emblemáticas composições de Belchior. Imortalizada na voz de Elis Regina, a canção fala da hereditariedade inevitável de tantas gerações. Fala também do que se aprende de pai para filho. “Eu sinto o bônus de ser filha dele, que em outra época foi o ônus da exposição, da falta, da incompreensão, da ausência. Pra mim, é um processo muito profundo. Por isso não me preocupo com competição, com comparações. Pra mim, é um processo interno. Quando eu toco a obra do Belchior, eu tenho a oportunidade de me conhecer mais. Quando toco, eu entendo mais a obra dele como artista e vejo-o como pessoa e o compreendo como pai”, reflete Vannick.


Banda de apoio:

Tarcísio Sardinha – maestro e violão

Lu de Sousa – guitarra

Felipe Mota – baixo

Igor Ribeiro – bateria


<<< SERVIÇO >>>


Show "Das coisas que aprendi nos discos" de Vannick Belchior

Data: 16 de janeiro de 2022

Horário: Domingo, às 18h

Classificação Indicativa: Livre | Duração: 70 min

Entrada: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)

(Uso obrigatório de máscara e apresentação do passaporte de vacinação e documento de identidade com foto)

Horários da bilheteria: de terça a sexta – 9h30 às 18h e sábado - 9h30 às 17h

Vendas online: https://bileto.sympla.com.br/event/70799

Local: Cineteatro São Luiz - Rua Major Facundo, 500, Centro (Praça do Ferreira)