Sessão Sonora

Sessão sonora

O projeto “Sessão Sonora” nasceu da ideia de se trabalhar a pluralidade das duas linguagens artísticas mais populares no Brasil: o cinema e a música. Expressões artísticas apreciadas por todas as pessoas, de todas as idades e classes sociais, dos gostos mais ecléticos e variados. O projeto também tem sua concepção baseada na afirmação da vocação do São Luiz como um dos poucos Cineteatros do Brasil.

A proposta consiste na mostra de filmes com a temática da música seguida de shows relacionados aos filmes. O conceito é integrar as diversas linguagens da arte em torno de um mesmo tema, a música.

Música para ver, ouvir e aprender

Nos dias 11 e 18 de novembro de 2018 o Cineteatro realiza duas edições do projeto: “Rainha Quelé: 30 anos sem Clementina de Jesus” e “Brincante – Antônio Nóbrega”. Estas duas contam com o patrocínio da “M. Dias Branco”, “Ministério da Cultura” e Governo Federal, é uma realização do “Cineteatro São Luiz”, “Maricota Produções” e “Violeta Filmes”.

Rainha Quelé: 30 anos sem Clementina de Jesus

Clementina de Jesus ou Rainha Quelé é reconhecida como uma das melhores intérpretes da música afro-brasileira. Para homenagear a artista, a programação inclui a exibição do documentário “Clementina de Jesus: Rainha Quelé” de Werinton Kermes, seguido do show que reúne as cantoras Paula Lima, Nêga Duda, Nãnãna da Mangueira e Karla da Silva.

No palco, elas cantam sucessos gravados pela artista, como “Marinheiro Só”, “Na Hora Da Sede” e “Embala Eu”.

Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia)
À venda na bilheteria do equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) e no site da Tudus.

O Filme

16h30 | O documentário de Werinton Kermes homenageia a cantora Clementina de Jesus, uma mulher negra e pobre que já cantou com Paulinho da Viola, João Bosco e Pixinguinha, mas despertou pouco interesse por parte das gravadoras musicais. Usando depoimentos e material de arquivo coletados ao longo de mais de dez anos, o filme acredita que “é um direito do cidadão brasileiro conhecer a figura e a voz única de Clementina de Jesus”.

Classificação indicativa: Livre | Áudio: Português/Nacional
Brasil | 2012 | 55min

O Show

Às 18h | Clementina de Jesus foi influenciada desde cedo pela cultura musical afro-brasileira. Seu repertório é composto de jongos, sambas e partidos-altos. Em homenagem à artista, sobem ao palco do Cineteatro São Luiz as incríveis cantoras: Paula Lima, Nêga Duda, Nãnãnã da Mangueira e Karla da Silva.

Paula Lima: Cantora e compositora de MPB e funk. Em 2014, Paula lançou o seu primeiro CD dedicado totalmente ao samba. Intitulado O Samba é do Bem, Paula conquistou grande êxito ao se apresentar na Guiana Francesa e no Japão. Esse primeiro projeto dedicado totalmente ao samba rendeu a primeira indicação da cantora ao Grammy Latino.

Em novembro de 2015, Paula Lima lançou seu mais novo hit, a música Fiu Fiu. Composta por Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura e Leandro Fab, a canção faz Paula retornar às origens do suingue “black” e estará no seu próximo EP, intitulado Samba Soul. O segundo single desse projeto foi lançado em junho de 2016 e se chama “Mil Estrelas.”

Em 2016 foi uma das grandes homenageadas na Festa Nacional da Música, um dos maiores encontros musicais da América Latina, que ocorreu na cidade de Porto Alegre.

Nêga Duda: Rainhas Negras que se encontram na diversidade e no contexto em que se apresentam ao mundo, Rainha Quelé e Nega Duda dialogam entre si, independentes da temporalidade, em suas representações artísticas, religiosas e na vivência diária. Suas representações religiosas caminham entre o Catolicismo de Quelé e o Candomblé de Nega Duda. Ambas dividem a mesma experiência como domésticas, enquanto artistas, foram convidadas a viajar pelo mundo representando grupos culturais tradicionais; Rainha Quelé e Nega Duda têm em suas trajetórias a coincidência presenteada pela vida e o asè dos/as Orixás. Esse projeto musical vem oferecer de forma única um momento especial e importante para o público presente: ouvir a inesquecível produção musical de Clementina de Jesus através da voz de Nega Duda.

Nãnãna da Mangueira: Comprometida com a música desde os anos 50, quando cantava nos programas de auditório da Rádio Nacional. Em 1958 mudou-se para o Morro da Mangueira onde construiu grande parte de sua história e conviveu com os grandes nomes do samba brasileiro: Carlos Cachaça, Cartola, Xangô da Mangueira, Geraldo Pereira, Zé Keti e muitos outros.

Trabalhou com grandes nomes da música e da arte brasileira: Grande Otelo, Carlos Machado, Herivelto Martins, Ataulfo Alves e Monsueto. Em 1965 mudou-se para São Paulo, onde integrou o Conjunto Batucajés, dirigido por Marcos Lázaro, como cantora e passista. Essa foi a grande vitrine que abriu à Nãnãna da Mangueira as portas do mundo: Bélgica, Alemanha, Holanda, Colômbia, Peru e México, onde permaneceu por 3 anos.

Foi backing vocal para cantores consagrados e queridos como Jair Rodrigues, Almir Guineto, Jorge Costa, Armando da Mangueira. Em 2007 participou do projeto “Senhor Artista” no Sesc Pompeia ao lado de Nelson Sargento e Velha Guarda da Camisa Verde Branco. 

Karla da Silva: Cantora e instrumentista, quando menina, vivia nas rodas de violão e de choro que aconteciam no quintal de casa. Em 2007 cantava samba de raiz em meio à boemia dos Arcos da Lapa. O primeiro EP, Festejo e Fé, fez com que a cantora conquistasse mais público e decidisse partir para outro tipo de repertório, com sonoridade mais urbana e suingada a partir de influências do soul e jazz e de cantoras brasileiras como Céu e Vanessa da Mata.

Antônio Nóbrega

No dia 18 de novembro, a “Sessão Sonora Brincante” realiza exibição do filme homônimo de Walter Carvalho e show de Antônio Nóbrega – espetáculo em forma de recital em que Nóbrega homenageia Ariano Suassuna por meio de romances, poemas, martelos agalopados, sambas, baiões, excelências e toques instrumentais. O evento já está com ingressos à venda a preços populares, sendo R$20 (inteira) e R$10 (meia), na bilheteria do equipamento e no site da Tudus.

A exibição do filme tem acessibilidade em “Audiodescrição”, “Legendagem para surdos e ensurdecidos” e “Libras”.

O filme

Com direção Walter Carvalho, o documentário brasileiro de 2017 tem duração de 1h32. É uma viagem musical na obra de Antônio Nóbrega, conduzida pelos seus personagens João Sidurino e Rosalina – das peças “Brincante” e “Segundas Histórias”. Em um misto de ficção e documentário, diversas expressões culturais apresentam como o artista faz parte do imaginário cultural brasileiro.

O show

Essa viagem musical vai passar por romances como A Nau Catarineta, A Filha do Imperador do Brasil, pelas canções O Rei e o Palhaço, Canudos e por peças instrumentais como Rasga, Ponteio Acutilado e Mourão, entre outras tantas obras inspiradas no onírico e multifacetado mundo literário de Ariano Suassuna. Essas canções e músicas instrumentais, algumas delas presentes nos Cds e Dvds de Nóbrega, serão entremeadas por falas, reflexões e histórias que marcam a convivência entre ambos e, sobretudo, refletem a visão de Nóbrega sobre o Cavaleiro da Alegre Figura, como ele gosta de se referir ao mestre.