visadxs
por livro livre curió biblioteca comunitária

Na matemática X  é a incógnita, elemento que desconhecemos, mas que é parte vital da equação. Na periferia visada é a pessoa ou o lugar que chama atenção, uma pessoa que se destaca, um lugar que todo mundo sabe o que é, uma pessoa admirada por suas habilidades. A exposição VISADXS reúne artistas das periferias de Fortaleza que resolveram transformar importantes personalidades das periferias do Ceará e do Mundo, pessoas negras, de povos originários, que mesmo oferecendo grande legado para a humanidade e para nossa gente é invisibilizado, transformado em incógnita, desconhecidas. O projeto nasceu na Livro Livre Curió e está em sua segunda edição dentro do Arte em Rede. São 6 obras em formato digital que você pode conferir abaixo.

ailton krenak

“O povo indígena tem um jeito de pensar, tem um jeito de viver”. A fala de Ailton incomodou os brancos parlamentares que se viram denunciados pelo escritor e pensador do povo Krenak. Uma das principais lideranças indígenas do mundo, Ailton Krenak com sua escrita e sua fala dá vida ao morto pensamento ocidental. É o mediador do Selvagem, ciclo de estudos sobre a vida, que acontece no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e escreveu um dos livros mais vendidos de 2020 ‘ideias para adiar o fim do mundo’.

angelica ross

Expulsa de casa, expulsa do serviço militar, expulsa do trabalho. Angelica Ross teve que aprender a lidar com toda discriminação de ser uma mulher trans negra e, mesmo assim, contrariando todas as estatísticas, conseguiu sobreviver e colocar seu nome no disputado showbiz americano. Essa realização já seria enorme por si só, mas não fica por aí. Além de atriz, cantora, modelo, Angelica é programadora autodidata e viu na tecnologia uma oportunidade para inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho, então fundou a TransTech Sociais Enterprises, incubadora e desenvolvedora de talentos e profissionais LGBTQIA+ da tecnologia.

luiza bairros

Ministra, em um dos raros momentos em que a administração pública brasileira reconhece as pautas raciais como uma preocupação estratégica, Luiza Bairros apontou que o preconceito no Brasil, como nos querem fazer supor, nada tem a ver com classe e sim com raça. Por esse motivo esteve envolvida em ações na tentativa de diminuir os gigantescos abismos da sociedade brasileira. Gaúcha, adotou a Bahia como seu segundo estado e entrou para história da gestão pública brasileira. 

Maria Beatriz Nascimento

A Atlântica Maria Beatriz Nascimento, como poeta, fez sua palavra necessária para a sociedade brasileira. Pesquisou e escreveu a história da negritude neste país, ajudando a formar grupos de estudos e a colocar o pensamento negro na rota das pesquisas acadêmicas. Um nome basilar para toda a produção da época e até hoje. O pensamento de Favela-Quilombo vem de Beatriz, que teria realizado muito mais se não tivesse sido ceifado por uma das piores repugnância brasileiras, o machismo, ao defender sua amiga de mais um homem violento.

palhaço xamego

Quando o apresentador anunciava com o vozeirão cavernoso que o público do Gran Circo Guarany receberia a próxima atração, o Palhaço Xamego, ninguém imaginava que era na verdade uma mulher, Maria Eliza Alves do Reis, artista que já tinha de enfrentar junto com o marido todo o racismo da sociedade brasileira, enfrentava também o machismo e mil preconceitos. Porém, Xamego era um xodó, tanto que ganhou até música de Luiz Gonzaga e viajou muito por este país, sendo a primeira mulher palhaço e negra.

Victoria Santa Cruz

A dança, o ritmo, a palavra, as cores e roupas, elementos para a formação da identidade de um povo, foram também ferramentas poderosas da auto afirmação de Victoria Santa Cruz. Artista Afro-Peruana, fundadora de uma das primeiras companhias de arte das Américas formada apenas por pessoas negras. Seu trabalho foi reconhecido em todo mundo e sua pesquisa estética influência até hoje a nossa cultura.

LLC Branco.webp

Esta edição foi criada pelo designer e artista visual Daniel Firmino, um dos coordenadores da Livro Livre Curió, com curadoria de Vitória Helen e participação dos artistas visuais: Jonata Teixeira, Jéssica Aquino, Alexia Ferreira, Amanda Nunes, Vitória e Daniel. A redação é de Talles Azigon.

CINETEATRO SÃO LUIZ
Rua Major Facundo, 500 - Centro | Fortaleza - Ceará |  CEP: 60025-100

Bilheteria: (85) 3252.4138
De Terça a Sábado – 10h às 18h30

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Desenvolvimento: Ascom Cineteatro São Luiz

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