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A arte de Descartes Gadelha é fruto da convivência incorporada, nas feiras da Praça da Estação, com os cantadores, emboladores, mulheres da vida e vendedores ambulantes em suas performances. (Ele trabalhou na Estrada de Ferro e é torcedor do Ferrim.) Mas também da vivência nos subúrbios, nos bares das zonas de meretrício, nos cabarés de canções românticas, no acompanhar de enterros de anjos, nos carnavais de maracatus e escolas de samba. Enfim, sua vida é um romance, escrito com tintas e pincéis. 

Na pintura, começou, ainda criança, ilustrando cartazes de cinemas, que procuravam reproduzir fotos de artistas, usando tinturas artesanais por ele próprio fabricadas. Com o dinheiro arrecadado, comprava chocolates e outras guloseimas para encher o bucho de delícias. Rapazinho, virou pintor de parede, abrindo murais bucólicos no interior dos cabarés, para atrair marinheiros de outras terras e acalmar os fregueses. Nesses ambientes bebeu da fonte mais pura e incorporou os segredos mais recônditos da alma popular. Seus primeiros modelos foram raparigas, que em seus quadros transfigurou em santas. 

Descartes é pintor e multiartista (música, escultura, teatro, dança, literatura, cinema...). Foi meu mestre e referência de muitos da minha e das novas gerações. O conheço desde a década de 1970, na Casa de Cultura Raimundo Cela. Juntos trabalhamos no Grupo Independente de Teatro Amador. Ele nos cenários, adereços de cena, percussão, e eu, como ator. Dali em diante, estivemos sempre próximos. Tanto na instalação e nas montagens do Teatro da Boca Rica, quanto em projetos, como os dos Cortejos de Fortaleza, das Chuvas de Poesia e o da Ópera Nordestina, dirigido pela Maestrina Izaíra Silvino. Depois nos tornamos vizinhos, no Benfica. Agora, continuamos nossa parceria, na criação dos cinco volumes de minhas memórias ficcionais. Daí eu dizer que somos almas gêmeas. 

Sua estética tem raízes no melhor da cultura do povo. Cores fortes, contrates nítidos, linhas curvas, sinuosas, movimentos cíclicos, como tudo na natureza, sintonizado com o pensamento mágico e anímico do saber popular. Ombreia-se a Heitor dos Prazeres e Chico da Silva. Arte indígena, africana, ibérica: brasileira, singular e universal. No seu corpo estão inscritas, alma e luz da nossa terra! 

Oswaldo Barroso, poeta

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Maracatu Baque de Amor
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
56cm x 75m

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Perdão (Escola de Samba Unidos do Covirus Saúda a Todos e Pede Passagem Apresenta: O Perdão)
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
58cm x 80cm

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Coroação (Escola de Samba Unidos do Covirus Saúda a Todos e Pede Passagem Apresenta: O Perdão)
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
58cm x 80cm

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Côrte Mascarada (Maracatu Flor da Senzala)
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
61cm x 71cm

CEIA LARGA DE MASCARA.jpg

Ceia Larga de Máscara
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
75cm x 120cm

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Boi Mansinho Indo Para Novena
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
70cm x 60cm

FIM DAS NOVENAS DE NOSSA DAS DORES.jpg

Fim das Novenas de Nossa da Dores
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
70cm x 85cm

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Cariri, Fé e Perdão
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
71cm x 91cm

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Boi Brasil
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
80cm x 84cm

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Circo Viva Vida
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
76cm x 71cm

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Antes do Espetáculo
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
75cm x 60cm

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Jantar no Circo (Alegria na Pandemia)
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
55cm x 53cm

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O Espelho
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
72cm x 53cm

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Após o Espetáculo (Mambembe)
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
75cm x 60cm

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Bolsa Família na Pandemia
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
56cm x 60cm

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Mãe
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
40cm x 55cm

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Hora da Vacinação
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
85cm x 65cm

MAMÃE, ESTAMOS MASCARANDO NOSSOS FILHOS.jpg

Mamãe, Estamos Mascarando Nossos Filhos
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
57cm x 53cm

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Mães
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
36cm x 50cm

Miguel de Cervantes e seu conterrâneo Lope de Vega, grande dramaturgo do Barroco espanhol, em certa etapa da vida converteram-se em inimigos, o que não impediu o autor de Dom Quixote, que reconhecia a genialidade de seu desafeto, de referir-se a ele como “monstruo de la naturaleza”. Esse qualificativo, despido então e agora de qualquer matiz negativo, se ajusta perfeitamente à figura do artista e do homem que é Descartes Gadelha. Basta ver a obra monumental que este múltiplo artista vem erguendo ao longo de sua carreira, para vislumbrar sua dimensão. Mas, para não confundir o espectador, habituado ao matiz negativo do substantivo usado e querendo insistir na ideia superlativa da dimensão do pintor, podemos encontrar outras imagens quase tão potentes quanto, para referir-nos a ele. 

Leitor aficionado da obra Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha, com a qual manteve um profícuo diálogo, durante décadas, que resultou na série monumental “Cicatrizes submersas”¹, acudimos à imagem do “Titã bronzeado”, atribuída pelo escritor fluminense para referir-se ao sertanejo, ao guerreiro de  Canudos. Assim como o sertanejo euclidiano que, talhado como um “Anteu indomável”, é capaz de “fazer vacilar a marcha dos exércitos”², Descartes Gadelha, munido apenas de seus pincéis, consegue com sua arte fazer vacilar a marcha pesada da sina que se abate sobre todos nós, nos últimos anos. 

A Covid-19 é enfrentada pela fé e pela esperança, magnificamente capturadas pelo artista, na série apresentada. Esses atributos perenes da humanidade são, talvez, a maior, se não a única panaceia, capazes de fazer sobrepor gentes e povos, uma e outra vez, às catástrofes ou aos grandes desafios que enfrentam, através dos tempos. Catástrofes, muitas vezes, provocadas pelo próprio homem, inepto em cuidar de si, da terra que habita e lega aos seus filhos.

A Série “Fé e Esperança” tem na convivência humana com a Covid seu tema principal. Reúne mais de trinta quadros, pintados ao longo dos últimos dois anos, embora não de forma exclusiva, porque a mente desse artista, naturalmente inquieto, faz com que sua obra se desdobre, simultaneamente, em diálogos diversos, para dar conta dos temas que o invadem, resultantes de sonhos, de memórias e, sobretudo da observação do real. Esses diálogos o inquietam e o deixam sem repouso, enquanto não se consubstanciam, não se transfiguram, através do pincel, em imagens que representam marcas simbólicas, proposições e perplexidades. 

¹ A série, composta por esculturas, pinturas a óleo e xilogravuras, foi doada pelo artista ao Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará, MAUC, e encontra-se exposta hoje em sala permanente dedicada ao artista. 

² A natureza toda protege o sertanejo. Talha-o como Anteu, indomável. É um titã bronzeado fazendo vacilar a marcha dos exércitos. (Os Sertões. Euclides da CUNHA, 2001, 363).

Estar isolado durante a pandemia foi um desafio para esse artista do social para quem, o exercício de observação das pessoas, de suas expressões, de cenas e diálogos entre conhecidos e transeuntes são parte importante de seu processo de composição. Muralista na infância e juventude, o artista carrega consigo o hábito de observar e capturar a expressão humana, seu gestual e, inclusive, seus cacoetes. Assim como o texto dos livros, os lugares e a rua têm sido seus interlocutores e seu laboratório. Pintar o que via quase que exclusivamente pela televisão foi um desafio que lhe exigiu o aprendizado de um novo modo de “pintar ao natural”. Já não podia mudar-se para o Jangurussú, frequentar as zonas prostibularias do Curral das Éguas ou do Arraial Moura Brasil, nem ir ao Pirambu ou ao Centro, partes de uma geografia urbana que lhe renderam séries memoráveis.

A Cor deflagrada nas telas tem um colorido de ânimo, oferecido como âncora e tábua de salvação aos telespectadores, aqui transfiguradas pela paleta solar da maioria das pinturas. Este “colorido de salvação...” oferecido por esta janela virtual, agora feita toda uma porta, diz o artista, é ainda assim feito de cores artificiais. Mas ele, generosamente, intui a necessidade atual dessa ilusão e reproduz em sua pintura essa sugestão, tanto no fundo, como no primeiro plano. Apesar disso, e como sempre acontece, em suas telas é gente de verdade que aparece. O amarelo, solar e alegre, domina e emoldura variadas cenas. O astro-rei, até surge em algumas telas, anunciando manhãs silentes aos galos e outros pássaros e ilumina tudo em promessa de vida. Essa solaridade só cede espaço à penumbra nos poucos cenários noturnos ou quando apenas espreita por uma porta ou janela uma cena interior. A misteriosa cor roxo-violácea ou púrpura, muito usada para sugerir luxo e nobreza, realça as muitas coroas retratadas, e estas, que fazem alusão ao reinado do vírus, aludem também ao espetáculo da vida que rasga passagem entre as malhas do impossível. As cores verde e amarela - em faixa, bandeira ou fitas - não as ostenta o Brasil Oficial, das instituições, grandes comércios ou janelas de prédios amuralhados. Ao contrário, as cores nacionais vestem os personagens circenses, palhaços, acrobatas, os dançantes do boi-bumbá, ou recobrem ambientes populares. 

À “Ceia larga de máscara” (2020) sentam-se os convivas ao redor de Jesus e, atentos a Ele, estão também pessoas amontoadas nas janelas, todos usam máscara, inclusive o cão e os gatos; apenas um Judas falastrão não a usa. Colocando-se na mesma posição do Mestre, ignora o lema da bandeira sobre suas cabeças, onde o artista acrescenta a palavra Amor aos dizeres originais de Ordem e Progresso. 

O texto escrito, presente em vários quadros, compõe a pintura fundindo-se com as imagens em um único plano. Reforça, pelo uso reiterado da palavra “coroa” e seus derivados, a presença do vírus, elemento que preside a série. A pulsão dialógica que anima o artista, proposta já desde as linhas do texto: “- Hoje tem espetáculo? – Tem, sim senhor” (Circo da Vida, 2020) se expande na forçosa comunhão indistinta que o neologismo covírus sugere. 

O diálogo pode ser também com o espelho, nesse jogo de reconhecimento e estranhamento que a devolução da imagem propõe. O palhaço que, mirando-se nele, vê seu sorriso aprisionado pela máscara, está vestido, mesmo assim, para o espetáculo e há em sua expressão, mais desconcerto do que tristeza. 

Em meio aos personagens, as crianças são crianças... e brincam, os santos, santos são, e os homens e mulheres, como os outros, são sobreviventes agarrados à esperança de que a vida vencerá. A fé e a esperança são soberanas em todas as pinturas, o pintor sabe disso, cada vez que se debruça sobre o povo, e, caridoso, apresenta os personagens que povoam sua fantasmagoria plástica e demandam dele - domador da realidade - algum tipo de reparação, um quinhão de justiça. Maria Helena Cardoso ao escrever sobre a exposição do artista, “O Santo, a fé, o Homem e a terra”, de 1983, referindo-se ao caos dos desastres econômicos e o desespero que disso decorria, dizia que este “desagua no oceano da violência e do medo”, em cujas águas turvas, “a Fé é uma ilha de esperança para os que não querem se vingar da violência institucionalizada com violência desesperada”. Descartes repara com fé e esperança o que só com elas se pode reparar. 

As gentes, assim como sua geografia de “Fé e Esperança” pareceriam bem definidas, não fosse a máxima de um certo escritor russo sobre a universalidade de cada aldeia descrita ou pintada. Descartes não foge de seu lugar ou de sua gente, mas seu olhar que neles captura o trágico e o prosaico e  que consegue penetrar a medula dos assuntos que lhe movem, sopra-lhes uma vida sem moldura. 

Em “Fé e Esperança” o tempo atravessa a vida: O bumba-meu-boi, o Papai Noel, a Festa de Reis e o Maracatu carnavalesco vão dando conta da permanência das máscaras. Mas, o Circo, a Fé, em suas diversas manifestações, o imaginário do nosso povo, tão ligado ao Padre Cícero e a Maria, mãe e advogada dos homens, como às histórias desses nômades do cangaço, os bichos e as brincadeiras infantis dão conta de um contra-tempo, de um tempo imemorial e simultâneo e, por isso, impossível de medir-se pelo calendário ou relógio. 

A fragilidade de certos setores da população, diante de situações de violência e descaso, manifesta-se de forma especialmente dramática no binômio maternidade/infância. Como o seu, não é um tempo linear, a pobreza do século passado se encontra com a atual, sua sensibilidade registra-a no binômio mais comovente sobre o qual se abate a violência: mãe-bebê. A tela “Mãe”, da exposição atual, nos enfrenta a uma mulher, com os seios à mostra, sugerindo carência e nenhuma sensualidade, segurando amorosamente seu bebê, escanchado ao colo a fitar-nos. Seu tempo cronológico dispensa a leitura da ficha catalográfica que indica o ano de 2020, ele se acusa nas máscaras em seus rostos. Mas ao ver a tela, somos levados para o sertão da Bahia, que, aliás, poderia ser um deserto-em-guerra qualquer do mundo, na recordação de “Abraço no meio da seca” (1973), um dos quadros mais pungentes da série Cicatrizes submersas, onde mãe e bebê aparecem flagelados pela fome que a Guerra de Canudos lhes impôs, hostilizados pelos espinhos de xique-xique, que como armas, os acossam.

O artista entrega, afinal, sua obra ao público. O diálogo parece findar, aparentemente esgotado nos tantos quadros através dos quais ele se expressou. Acontece, no entanto, de um tema puxar outro, como os fios de pipas que se enroscam, pois da sensibilidade mais profunda do artista que impulsa seu pincel, não raro, a evocação imagética que um tema, uma cor, ou um amanhecer sugerem, acaba encontrando eco na rememoração ou projeção de outra imagem. Então o artista capturado por novas visagens, lança-se mais uma vez no âmago de um tema-diálogo que reclama dele nova resposta plástica, visual, diante de um impasse, uma decisão, um ponto final ou, mais bem, demanda as reticências de quem entende a vida como uma interlocução constante dos sentidos. 

A força da pintura de Descartes Gadelha não arrefece, e é por isso que não há exagero em atribuir uma imagem titânica a esse homem septuagenário que havendo atravessado graves problemas de saúde, mantem-se conectado à arte e à vida como sempre. Seu olhar, profunda e inquietantemente humano, enxerga claramente as injustiças sociais e elege como protagonistas de sua arte, as gentes invisíveis, a população do Brasil real que, perseverantes em meio às dificuldades, seguem suas vidas, vez por outra, lançando olhares desafiadores, como que inquirindo quem os olha, mas, jamais descuidados do seu próprio viver. E essa é a única promessa que o artista lhes faz. 

 

Maria Inês Pinheiro Cardoso,  Profa. Dra do Curso de Letras da UFC

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Casamento na Pandemia
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
61cm x 71cm

21. VENTO BOM.JPG

Vento Bom
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
67cm x 43cm

BRINCANDO DE EXAMINAR.jpg

Brincando de Examinar
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
50cm x 49cm

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Indo Curar
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
50cm x 71cm

MÉDICOS PARA CURAR TODOS.jpg

Médicos Para Curar Tudo
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
70cm x 61cm

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Hospital de Criança
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
60cm x 60cm

CURANDO O PAPAI NOEL.jpg

Curando o Papai Noel
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
58cm x 69cm

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Natal Protegido
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
84cm x 60cm

NESTA ALVORADA NIGUÉM CANTE, DEIXE O CORIVROS PASSAR.jpg

Nesta Alvorada Ninguém Cante, Deixe o Coviros Passar
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
60cm x 70cm

ALVORADA- SOMENTE CANTEM PARA MIM QUANDO O CORONA PARTIR. SOL.jpg

Alvorada (Somente Cantem Para Mim
Quando O Corona Partir - Sol)

Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
71cm x 61cm

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Voe
Óleo s/ tela, 2020
Coleção Fé e Esperança
Série COVID 19
53cm x 55cm

FICHA TÉCNICA

Curadoria

Andrezza Gadelha Sampaio

Produção Executiva

Nefertith Andrade

Produção

Mairla Costa

 

Equipe de Gravação

Artur Luz e Rodrigo Gadelha

Montagem e Design

Yule Bernardo

Assessoria de Imprensa

Monique Linhares