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Com obras dos fotógrafos

Luiz Freire,

Ozeias Araújo

e Yuri Juatama

Esta exposição propõe uma breve compilação dos trabalhos de três jovens fotógrafos: Luiz Freire, Ozeias Araújo e Yuri Juatama. Passando pelos bairros Bela Vista, Serrinha e Barra do Ceará, os protagonistas desta mostra tem a intenção de mostrar os olhares, sentimentos, lugares e cores dos ambientes da realidade periférica.

 

“Falamos de uma exposição fotográfica, mas falamos também de luta por visibilidade de espaços sociais tantas vezes pensados somente a partir da violência ou da falta. Luiz, Ozéias e Yuri nos mostram a pluralidade das periferias de Fortaleza. Somos invadidos por cores, brilho, formas, rostos e sorrisos. Somos perpassados pela beleza que vem do olhar inquieto desses sujeitos que ousam, através da imagem, desconstruir estereótipos e reconstruir identidades.”

 

Zoraia Nunes, idealizadora e responsável pelo concepção desta exposição, Coordenadora de Arte e Tecnologias da Rede Cuca. 

     LUIZ

       FREIRE

NÃO ESTOU SÓ DE PASSAGEM

O projeto "Não estou só de passagem" teve início em 2013 com o uso de um celular. Se dá pela captura de uma imagem momentânea, de ações corriqueiras sobre o reflexo de lâminas de água, formadas casualmente em espaços improváveis.  Algumas das poças são para além de casuais, resultam do descaso e da má vontade social e política. 

 

Algumas questões são levantadas, como os efeitos e as condições do desenvolvimento das cidades e seus litorais, as memórias que se formam coletivamente e os impactos do uso desses locais. O projeto caminha alinhando denúncia e poética em um mesmo corpo.

 

A água, essa cama passageira do artista, também é lente, espelho, reflete. A água, nem sempre incolor, insípida e inodora, também revela. Luiz não é apenas espectador, não está só de passagem.

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LUIZ FREIRE

Nasceu em Fortaleza, no ano de 1989. Artista visual e educador. Possui formação em Licenciatura em Artes Visuais pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Formação Técnica em Cineclube pelo Projeto Pontos de Corte-Turma 2016 da Escola de Formação em Audiovisual do Ceará (Vila das Artes) em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). Artista premiado nos Editais Culturais 2016-2017 da Temporada de Arte Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura na categoria Fotografia. Foi aluno e colaborador da Rede Cuca entre 2010, 2012-2014 e 2015-2016, respectivamente. Sua prática artística acontece por meio de projetos interligados entre fotografia, audiovisual, arte urbana, educação ambiental, esportes náuticos e o ensino de Artes Visuais explorando práticas coletivas sobre memórias, narrativas visuais e identidades.

    OZEIAS

       ARAÚJO

ONDE SOU BEM RECEBIDO

Ozeias é maranhense e veio para Fortaleza com seus pais no ano de 2009. Morador do bairro Bela Vista, tem o coração fincado no Henrique Jorge, bairro em que morou por 11 anos. “Onde Sou Bem Recebido” teve curadoria de Zoraia Nunes e do professor Thiago Braga e revela pedaços do artista - como o próprio afirma. 

 

Nesta seleção encontra-se desde sua primeira fotografia até as mais recentes. São registros no bairro Henrique Jorge e da cultura Hip Hop. Ozeias registra o chão em que pisa, o cotidiano, os amigos e as alegrias que alimentam a vida. 

OZEIAS ARAÚJO

Descobriu a fotografia em 2019 nos cursos da Rede Cuca. Em 2020 participou da exposição Festival Salm Verão, da ExpoFoto #Quarentena e também da  exibição “Fotografias pelo Ceará”. 

  YURI

JUATAMA

SERRINHA LUZ E CORES

Por meio da fotografia, busca mostrar sua realidade com um olhar de respeito e de encantamento. Em suas narrativas visuais, o presente é entrelaçado ao passado, trazendo consigo temporalidade e signos da diáspora sertão-capital. 

 

“Serrinha Luz e Cores”, para o artista, é uma ressignificação da beleza de Fortaleza, sempre vista pelos lugares turísticos, que, embora tenham sua importância, não dão conta da pluralidade geográfica e cultural da cidade.

 

“Historicamente a periferia é mostrada por um olhar distante que explora sua vulnerabilidade socioeconômica. Acredito que cabe a nós, enquanto comunicadores sociais, causarmos uma ruptura nesse paradigma. Penso o retrato como uma busca constante do “eu” no(a) outro(a). Quando falo sobre a Serrinha, falo também sobre mim. Afinal, para além de um fazedor de imagens, eu sou a própria foto que faço.”

 

Yuri Juatama

   YURI JUATAMA

Fotógrafo e produtor de audiovisual, iniciou sua trajetória com a fotografia em 2016 na Rede CUCA e teve seu primeiro contato com o cinema em 2017 no Porto Iracema Das Artes. Em 2018 passou a desenvolver ensaios fotográficos autorais, promoveu algumas exposições coletivas e individuais. Em 2020 participou do laboratório de pesquisa em fotografia no Centro Cultural do Grande Bom Jardim, e atualmente é aluno do curso de realização em audiovisual na Vila Das Artes. Teve seu trabalho selecionado nos Festivais: Solar Foto Festival, Festival Noia, Curta O Gênero, Foto Kariri Festival, Festival de Fotografia do Sertão (QXAS), Festival de Fotografia de Paranapiacaba, Salão de Abril e Pequeno Encontro da Fotografia. Fez curadoria na ExpoFoto #quarentena (2020) e na FotoArte Galeria Virtual (2021). Lançou em 2021 seu primeiro fotolivro: “Serrinha Luz e Cores”. Além do fazer artístico, Yuri Juatama realiza um trabalho social de resgate histórico na sua comunidade.

FICHA TÉCNICA

 

Zoraia Nunes | Curadoria

Guilherme Silva e Zoraia Nunes | Idealização

 

Lucinha Rodriges | Gerência de Produção

Milton Sobreira | Produção

Mairla Costa | Assistente de Produção

Alexandre Jereissati | Gerência Técnica

Jhoseffi Macena (Dedé) | Técnica

Elídia Vidal | Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais

Yule Bernardo | Design