Primeira Versão nasce com o intuito de ser um espaço de encontro e provocações entre artistas, um palco virtual onde dramaturgos e atores se encontram por meio da leitura dramática de um texto ainda inédito. 

“O Cão da Vaidade” de Clarisse Ilgenfritz

Interpretação de Ícaro Elói

 

De acordo com a autora, o texto nasceu no formato de conto para participar da coletânea Limiar, que tem como tema o delírio. Clarisse explica a razão de seu texto: “Escolhi o grande delírio coletivo que vivemos no Brasil, que cresceu sobre o tripé BBB (bíblia, boi e bala). Pincei o B da bíblia de alguns pastores evangélicos neopentecostais que, a meu ver, debocham da fé do povo e o exploram desavergonhadamente. Assim, o personagem é um grande cínico, um vaidoso inútil que se torna rico e famoso dentro deste universo de hipocrisia. De exorcista a possesso, ele acabou se transformando no próprio demônio – e o pior é que gostou daquilo que viu”, descreve Ilgenfritz.